Ainda dá tempo de conseguir um namorado,mas não podemos ficar em casa esperando o principe encantado.A melhor opção pra quem quer encontrar um namorado é sair de casa,vá a bares ,igreja,supermercados,qq lugar mas saia .
Se ficar em casa a probabilidade de encontrar uma pessoa é zero.
Boa sorte!!!
Happy a valentine `s day!!!!
Pra rir um pouco.
Uma solteirona descobre que uma amiga ficou grávida só com uma oração que rezou na igreja de uma cidade próxima. Dias depois, a solteirona foi até à igreja:
— Bom dia, padre.
--- Bom dia, minha filha. Em que posso ajudá-la?
— Sabe, padre, soube que uma amiga minha veio aqui e ficou grávida só com uma Ave-Maria.
— Não, minha filha, foi com um padre nosso, mas já o transferimos para o Paraguai!
E hoje ele é presidente do País.
terça-feira, 9 de junho de 2009
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Homens e seus sabores
O sabor dos homens
ATUALMENTE TEMOS MULHER MELANCIA, MULHER JACA, MULHER MORANGUINHO E TANTOS OUTROS ADJETIVOS DESAGRADÁVEIS À NOSSA CLASSE... DIANTE DESTA NOVA MODA, SEGUEM ALGUMAS DEFINIÇÕES DO QUE DIRÍAMOS QUE REPRESENTASSEM AS IGUARIAS MASCULINAS...
HOMEM Camarão : só tem merda na cabeça, mas é gostoso e você come assim mesmo.
HOMEM Caranguejo: é feio e peludo, mas você bate nele, limpa direitinho e come.
HOMEM Pão : tem sempre o mesmo gosto, mas você come todo dia.
HOMEM Aperitivo : acompanhado de uma bebida você come e ainda acha bom.
HOMEM Maracujá : é todo enrugado, você come e depois sente vontade de dormir...
HOMEM Lagosta : só come quem tem dinheiro.
HOMEM Caviar : vc sabe que alguém está comendo, mas não é ninguém que vc conheça.
HOMEM Bacalhau : você só come uma vez por ano.
HOMEM Maionese de Fim de Festa : todo mundo te avisa pra não comer, mas você come porque está desesperada; arrepende-se e depois passa mal.
HOMEM Rã : todo mundo já comeu, menos você.
HOMEM Salada : é bonito, mas quando vc come, descobre que não é tão gostoso assim.
HOMEM Marmita : não é lá essas coisas, mas você come rapidinho.
HOMEM Cafezinho de Supermercado : vc nem faz questão, mas como é de graça, você come.
HOMEM Jiló : é horrível, mas você conhece alguém que come.
HOMEM Docinho de Festa : você fica com vergonha de chegar junto, então vem outra, come e deixa você chupando dedo...
HOMEM Cogumelo Venenoso : comeu, tá fudida.
HOMEM Feijoada : você come e ele fica te enchendo o dia todinho.
HOMEM Coqueiro : pode trepar que não tem galho.
HOMEM Miojo : em um minuto tá pronto pra comer.
HOMEM Coca 2 litros : dá pra seis.
HOMEM pé de chuchu: Você é obrigada a comer, senão a vizinha vai lá e come.
HOMEM BIS : você come, repete e nem se lembra das calorias!!!!!
Desconheço autoria mas recebi no mail e achei legal!!!
Sejam sempre felizes!!!!
ATUALMENTE TEMOS MULHER MELANCIA, MULHER JACA, MULHER MORANGUINHO E TANTOS OUTROS ADJETIVOS DESAGRADÁVEIS À NOSSA CLASSE... DIANTE DESTA NOVA MODA, SEGUEM ALGUMAS DEFINIÇÕES DO QUE DIRÍAMOS QUE REPRESENTASSEM AS IGUARIAS MASCULINAS...
HOMEM Camarão : só tem merda na cabeça, mas é gostoso e você come assim mesmo.
HOMEM Caranguejo: é feio e peludo, mas você bate nele, limpa direitinho e come.
HOMEM Pão : tem sempre o mesmo gosto, mas você come todo dia.
HOMEM Aperitivo : acompanhado de uma bebida você come e ainda acha bom.
HOMEM Maracujá : é todo enrugado, você come e depois sente vontade de dormir...
HOMEM Lagosta : só come quem tem dinheiro.
HOMEM Caviar : vc sabe que alguém está comendo, mas não é ninguém que vc conheça.
HOMEM Bacalhau : você só come uma vez por ano.
HOMEM Maionese de Fim de Festa : todo mundo te avisa pra não comer, mas você come porque está desesperada; arrepende-se e depois passa mal.
HOMEM Rã : todo mundo já comeu, menos você.
HOMEM Salada : é bonito, mas quando vc come, descobre que não é tão gostoso assim.
HOMEM Marmita : não é lá essas coisas, mas você come rapidinho.
HOMEM Cafezinho de Supermercado : vc nem faz questão, mas como é de graça, você come.
HOMEM Jiló : é horrível, mas você conhece alguém que come.
HOMEM Docinho de Festa : você fica com vergonha de chegar junto, então vem outra, come e deixa você chupando dedo...
HOMEM Cogumelo Venenoso : comeu, tá fudida.
HOMEM Feijoada : você come e ele fica te enchendo o dia todinho.
HOMEM Coqueiro : pode trepar que não tem galho.
HOMEM Miojo : em um minuto tá pronto pra comer.
HOMEM Coca 2 litros : dá pra seis.
HOMEM pé de chuchu: Você é obrigada a comer, senão a vizinha vai lá e come.
HOMEM BIS : você come, repete e nem se lembra das calorias!!!!!
Desconheço autoria mas recebi no mail e achei legal!!!
Sejam sempre felizes!!!!
terça-feira, 12 de maio de 2009
अरे बाबा!!!!!


Diante do "Raj "Rodrigo Lombardi,o Marcio Garcia ficou tão pequeno na novela.
Mas a culpa é da Glória Peres, em todas as suas novelas os mocinhos são sempre sem sal,são homens fracos e sem atitude .Não assisto novelas mas quando é da Glória assisto menos ainda, apesar de escrever muito bem, seus personagens não tem muita expressão e não existe limite nem distância entre o Brasil e o resto do mundo .
Mas confesso que sempre que posso assisto esta por causa do Raj.
Are baba!!!!!!
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Timão!!!!!
Copiei do http://mousepreto.blogspot.com/
Enchente em São Paulo
Esse começo de Maio foi marcado por inúmeras enchentes, tanto em São Paulo como em Minas.
Claro que caberia aqui um post muuuito mais caprichado e comemorativo, maas por motivos de respeito ao sofrimento e inveja alheios postarei apenas essa charge pra nao passar totalmente em branco.
Tá boom.. faltou aqui um Atleticano, um Santista (principalmente), um Botafoguense e outros sofredores!!!
VALEU TIMÃO PARABÉNS CRUZEIRO!!!!!
Como torço pros dois times estou duplamente feliz.
terça-feira, 5 de maio de 2009
Virada Cultural
Este ano a virada cultural contou com shows incríveis e um público gigantesco.
O problema da virada, e também de todos os eventos de massa é o excesso de desorganização ,muita sujeira pelas ruas,poucos banheiros para muitos usuários e uma certa falta de informação.Quem saiu de casa disposto a ver os shows, mas não sabia a exata localização dos palcos tinha que dar voltas e voltas,isso se conseguisse chegar a algum lugar, tamanha a quantidade de pessoas que havia pelo centro.
Sugiro que nos próximos, a Prefeitura distribua melhor os palcos e aumente a quantidade de lixeiras pelo centro ,onde ocorrerá os eventos ,também seria legal incentivar os catadores a recolher não apenas as latinhas,mas também papel ,plástico e vidro.Pois é muito difícil encontrar metal nas ruas ,mas a quantidade de pets e garrafas de vinhos vazias tornava a cidade imunda.
Mas para aqueles que não gostam da virada por acharem violenta,ou tumultuada recomendo irem conhecer porque vale muito a pena ,nem que seja apenas nos espetáculos diurnos.
Até a próxima!!!
Eu estarei lá com certeza prestigiando e aplaudindo os artistas.
O problema da virada, e também de todos os eventos de massa é o excesso de desorganização ,muita sujeira pelas ruas,poucos banheiros para muitos usuários e uma certa falta de informação.Quem saiu de casa disposto a ver os shows, mas não sabia a exata localização dos palcos tinha que dar voltas e voltas,isso se conseguisse chegar a algum lugar, tamanha a quantidade de pessoas que havia pelo centro.
Sugiro que nos próximos, a Prefeitura distribua melhor os palcos e aumente a quantidade de lixeiras pelo centro ,onde ocorrerá os eventos ,também seria legal incentivar os catadores a recolher não apenas as latinhas,mas também papel ,plástico e vidro.Pois é muito difícil encontrar metal nas ruas ,mas a quantidade de pets e garrafas de vinhos vazias tornava a cidade imunda.
Mas para aqueles que não gostam da virada por acharem violenta,ou tumultuada recomendo irem conhecer porque vale muito a pena ,nem que seja apenas nos espetáculos diurnos.
Até a próxima!!!
Eu estarei lá com certeza prestigiando e aplaudindo os artistas.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Gripe Suina ou Gripe A
Este texto esclarece algumas dúvidas sobre a gripe que tá assustando o mundo;
A GRIPE SUÍNA E O MONSTRUOSO PODER DA GRANDE INDÚSTRIA PECUÁRIA, Mike Davis (*)
A gripe suína mexicana, uma quimera genética provavelmente concebida na lama fecal das pocilgas industriais, de repente ameaça o mundo inteiro com uma febre. Seus focos na América do Norte revelam uma infecção que viaja a uma velocidade maior do que a que viajou a última cepa pandêmica oficial, a gripe de Hong Kong, em 1968.
Roubando o protagonismo ao nosso último assassino oficial, o vírus H5N1, este vírus suíno representa uma ameaça de desconhecida magnitude. Parece menos letal que o SARS (Síndrome Respiratória Aguda, conforme a sigla em inglês), em 2003, mas, como gripe, poderia resultar mais duradoura que o SARS. Dado que as domesticadas gripes estacionais de tipo A matam nada menos que um milhão de pessoas por ano, inclui um modesto incremento de virulência, especialmente se vai combinada com elevada incidência, podendo produzir uma carnificina equivalente à de uma guerra.
Uma de suas primeiras vítimas foi a fé consoladora, inveteradamente pregada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), na possibilidade de conter as pandemias com respostas imediatas das burocracias sanitárias, independentemente da qualidade da sanidade pública local. Desde as primeiras mortes por H5N1 em 1997, em Hong Kong, a OMS, com o apoio da maioria das administrações sanitárias nacionais, promove uma estratégia centrada na identificação e no isolamento de cepas pandêmicas de foco localizado, seguida de uma massiva administração de antivirais e – se disponíveis – de vacinas à população.
Uma legião de céticos criticou esse enfoque de contra-insurgência viral, apontando que os micróbios podem agora voar ao redor do mundo – quase literalmente no caso da gripe aviária – muito mais rapidamente do que a OMS ou os funcionários locais possam reagir contra o foco original. Esses especialistas notaram também o caráter primitivo, e com frequência inexistente, da vigilância de interface entre as doenças humanas e animais. Mas o mito de uma intervenção audaz, preventiva (e barata) contra a gripe aviária resultou valiosíssimo para a causa dos países ricos que, como os Estados Unidos e o Reino Unido, preferem investir em suas próprias linhas Maginot biológicas, em vez de incrementar drasticamente a ajuda às frentes epidêmicas ultramarinas. O mito é útil ainda para as grandes transnacionais farmacêuticas, que travam uma guerra sem quartel com as exigências dos países em via de desenvolvimento empenhados em exigir a produção pública de antivirais genéricos chave como o Tamiflu, patentado pela Roche.
A versão da OMS e dos centros de controle de doenças – os quais já se preparam para uma pandemia, sem ver a necessidade de novos investimentos massivos em vigilância, infra-estrutura científica e regulatória, saúde pública básica e acesso global a fármacos vitais – será agora decisivamente posta à prova pela gripe suína, e talvez averigüemos que pertence à mesma categoria de gestão “ponzificada” de riscoque os títulos e obrigações de Madoff. Não é tão difícil que falhe o sistema de alertas, tendo-se em conta que, simplesmente, não existe. Nem mesmo na América do Norte ou na União Européia.
Não surpreende que o México careça tanto de capacidade quanto de vontade política para controlar enfermidades avícolas e pecuárias, mas ocorre que a situação apenas é melhor ao norte da fronteira, onde a vigilância se desfaz em um fracassado mosaico de jurisdições estatais e as grandes empresas pecuárias enfrentam regras sanitárias com o mesmo desprezo com que costumam tratar trabalhadores e animais. Analogamente, uma década inteira de advertências dos cientistas fracassou ao ponto de garantir transferências de sofisticada tecnologia viral experimental aos países situados nas rotas pandêmicas mais prováveis. O México conta com especialistas sanitários de reputação mundial, mas tem que enviar as mostras a um laboratório de Winnipeg para decifrar o genoma da cepa. Assim se perde toda uma semana.
Mas ninguém está menos alerta do que as autoridades de controle de doenças de Atlanta. De acordo com o Washington Post, o CDC (sigla em inglês para Centro de Controle de Doenças, radicado em Atlanta) não se deu conta do foco até seis dias depois de o México ter começado a impor medidas de urgência. Não há desculpa que valha. O paradoxal desta gripe suína é que, embora totalmente inesperada, havia sido já prognosticada com grande precisão. Há seis anos, a revistaScience consagrou um artigo importante pondo em evidência que, “após anos de estabilidade, o vírus da gripe suína da América do Norte deu um salto evolutivo vertiginoso”.
Desde sua identificação durante a Grande Depressão, o vírus H1N1 da gripe suína só havia experimentado uma ligeira derivação de seu genoma original. Depois, em 1998, uma cepa muito patogênica começou a dizimar porcas em uma granja da Carolina do Norte, e começaram a surgir novas e mais virulentas versões ano após ano, incluída aí uma variante do H1N1 que continha os genes internos do H3N2 (causador da outra gripe de tipo A, contagiosa para seres humanos).
Os investigadores entrevistados pela Science se mostravam preocupados com a possibilidade de que um desses híbridos pudesse converter-se em um vírus de gripe humana – acredita-se que as pandemias de 1957 e de 1968 foram causadas por uma mescla de genes aviários e humanos, forjada no interior de organismos suínos – e alertaram para a criação de um sistema oficial de vigilância para a gripe suína, reprimenda à qual Washington fez ouvidos surdos, então mais disposta a atirar bilhões de dólares pelo sumidouro das fantasias bioterroristas.
O que provocou tal aceleração na avaliação da gripe suína? Há muito que os virólogos estão convencidos de que o sistema de agricultura intensiva da China meridional é o principal vetor da mutação gripal, tanto da “deriva” estacional como do episódico “intercâmbio” genômico. Mas a industrialização empresarial da produção pecuária quebrou o monopólio natural da China na evolução da gripe. O setor pecuário se viu transformado, nas últimas décadas, em algo mais parecido à indústria petroquímica do que à feliz granja familiar pintada pelos livros de escola.
Em 1965, por exemplo, havia nos EUA 53 milhões de porcos repartidos entre mais de um milhão de granjas; hoje, 65 milhões de porcos se concentram em 65.000 instalações. Isto significa passar das antiquadas pocilgas a ciclópicos infernos fecais nos quais, em meio ao esterco e sob um calor sufocante, prontos a intercambiar agentes patogênicos à velocidade do raio, amontoam-se dezenas de milhares de animais, com sistemas imunológicos debilitados.
No ano passado, uma comissão convocada pelo Pew Research Center publicou um informe sobre a “produção animal em granjas industriais”, onde se destacava o agudo perigo de que “a contínua circulação de vírus (…) característica das varas, dos rebanhos ovinos e do gado aumente as oportunidades de aparição de novos vírus por episódios de mutação ou de recombinação, que poderão gerar vírus mais eficientes na transmissão entre humanos”. A comissão alertou também que o promíscuo uso de antibióticos nas indústrias de suínos – mais barato que em ambientes humanos – estava propiciando o aumento de infecções estafilocóquicas resistentes, enquanto que os rejeitos geravam focos de escherichia coli e depfiesteria (o protozoário que matou a bilhões de peixes nos estuários da Carolina e contagiou dezenas de pescadores).
Qualquer melhora na ecologia deste novo agente patogênico deve ser enfrentada a partir do embate com o monstruoso poder dos grandes conglomerados empresariais avícolas e pecuários, como o Smithfield Farms (suíno e bovino) e o Tyson (frangos). A comissão falou de uma obstrução sistemática de suas investigações por parte das grandes empresas, incluídas algumas nada recatadas ameaças de suprimir o financiamento dos pesquisadores que cooperaram com a comissão.
Trata-se de uma indústria muito globalizada e com influências políticas. Assim como o gigante avícola Charoen Pokphand, radicado em Bancoc, foi capaz de arruinar as pesquisas sobre seu papel na propagação da gripe aviária no sudeste asiático, o mais provável é que a epidemiologia estrangeira do foco de gripe suína dê de cara com a pétrea muralha da indústria do porco.
Isso não quer dizer que não se vá encontrar nunca uma acusadora pistola fumegante pela frente: já correm rumores na imprensa mexicana de um epicentro da gripe situado em torno de uma gigantesca filial da Smithfield no estado de Veracruz. Mas o mais importante – sobretudo pela persistente ameaça do vírus H5N1 – é o bosque, não as árvores: a fracassada estratégia anti-pandêmica da OMS, a progressiva deterioração da saúde pública mundial, a mordaça aplicada pelas grandes multinacionais farmacêuticas a medicamentos vitais e a catástrofe planetária que é uma produção pecuária industrializada e ecologicamente descontrolada
(*) Artigo publicado no site “Sinpermisso”, em 28/04/09, pelo autor do livro “El monstro llama a nuestra puerta”, Edições El viejo Topo, Barcelona, 2006.
Tradução: Paulo Barbosa.
Mike Davis é membro do Conselho Editorial do siteSINPERMISO. Traduzidos recentemente para o espanhol: seu livro sobre a ameaça da gripe aviária (El monstruo llama a nuestra puerta, trad. María Julia Bertomeu, Ediciones El Viejo Topo, Barcelona, 2006), seu livro sobre as Ciudades muertas(trad. Dina Khorasane, Marta Malo de Molina, Tatiana de la O y Mónica Cifuentes Zaro, Editorial Traficantes de sueños, Madrid, 2007) e seu livro Los holocaustos de la era victoriana tardía (trad. Aitana Guia i Conca e Ivano Stocco, Ed. Universitat de València, Valencia, 2007). Seus libros mais recentes são: In Praise of Barbarians: Essays against Empire(Haymarket Books, 2008) e Buda’s Wagon: A Brief History of the Car Bomb (Verso, 2007; tradução castelhana de Jordi Mundo, editorial El Viejo Topo, Barcelona, 2009).
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A GRIPE SUÍNA E O MONSTRUOSO PODER DA GRANDE INDÚSTRIA PECUÁRIA, Mike Davis (*)
A gripe suína mexicana, uma quimera genética provavelmente concebida na lama fecal das pocilgas industriais, de repente ameaça o mundo inteiro com uma febre. Seus focos na América do Norte revelam uma infecção que viaja a uma velocidade maior do que a que viajou a última cepa pandêmica oficial, a gripe de Hong Kong, em 1968.
Roubando o protagonismo ao nosso último assassino oficial, o vírus H5N1, este vírus suíno representa uma ameaça de desconhecida magnitude. Parece menos letal que o SARS (Síndrome Respiratória Aguda, conforme a sigla em inglês), em 2003, mas, como gripe, poderia resultar mais duradoura que o SARS. Dado que as domesticadas gripes estacionais de tipo A matam nada menos que um milhão de pessoas por ano, inclui um modesto incremento de virulência, especialmente se vai combinada com elevada incidência, podendo produzir uma carnificina equivalente à de uma guerra.
Uma de suas primeiras vítimas foi a fé consoladora, inveteradamente pregada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), na possibilidade de conter as pandemias com respostas imediatas das burocracias sanitárias, independentemente da qualidade da sanidade pública local. Desde as primeiras mortes por H5N1 em 1997, em Hong Kong, a OMS, com o apoio da maioria das administrações sanitárias nacionais, promove uma estratégia centrada na identificação e no isolamento de cepas pandêmicas de foco localizado, seguida de uma massiva administração de antivirais e – se disponíveis – de vacinas à população.
Uma legião de céticos criticou esse enfoque de contra-insurgência viral, apontando que os micróbios podem agora voar ao redor do mundo – quase literalmente no caso da gripe aviária – muito mais rapidamente do que a OMS ou os funcionários locais possam reagir contra o foco original. Esses especialistas notaram também o caráter primitivo, e com frequência inexistente, da vigilância de interface entre as doenças humanas e animais. Mas o mito de uma intervenção audaz, preventiva (e barata) contra a gripe aviária resultou valiosíssimo para a causa dos países ricos que, como os Estados Unidos e o Reino Unido, preferem investir em suas próprias linhas Maginot biológicas, em vez de incrementar drasticamente a ajuda às frentes epidêmicas ultramarinas. O mito é útil ainda para as grandes transnacionais farmacêuticas, que travam uma guerra sem quartel com as exigências dos países em via de desenvolvimento empenhados em exigir a produção pública de antivirais genéricos chave como o Tamiflu, patentado pela Roche.
A versão da OMS e dos centros de controle de doenças – os quais já se preparam para uma pandemia, sem ver a necessidade de novos investimentos massivos em vigilância, infra-estrutura científica e regulatória, saúde pública básica e acesso global a fármacos vitais – será agora decisivamente posta à prova pela gripe suína, e talvez averigüemos que pertence à mesma categoria de gestão “ponzificada” de riscoque os títulos e obrigações de Madoff. Não é tão difícil que falhe o sistema de alertas, tendo-se em conta que, simplesmente, não existe. Nem mesmo na América do Norte ou na União Européia.
Não surpreende que o México careça tanto de capacidade quanto de vontade política para controlar enfermidades avícolas e pecuárias, mas ocorre que a situação apenas é melhor ao norte da fronteira, onde a vigilância se desfaz em um fracassado mosaico de jurisdições estatais e as grandes empresas pecuárias enfrentam regras sanitárias com o mesmo desprezo com que costumam tratar trabalhadores e animais. Analogamente, uma década inteira de advertências dos cientistas fracassou ao ponto de garantir transferências de sofisticada tecnologia viral experimental aos países situados nas rotas pandêmicas mais prováveis. O México conta com especialistas sanitários de reputação mundial, mas tem que enviar as mostras a um laboratório de Winnipeg para decifrar o genoma da cepa. Assim se perde toda uma semana.
Mas ninguém está menos alerta do que as autoridades de controle de doenças de Atlanta. De acordo com o Washington Post, o CDC (sigla em inglês para Centro de Controle de Doenças, radicado em Atlanta) não se deu conta do foco até seis dias depois de o México ter começado a impor medidas de urgência. Não há desculpa que valha. O paradoxal desta gripe suína é que, embora totalmente inesperada, havia sido já prognosticada com grande precisão. Há seis anos, a revistaScience consagrou um artigo importante pondo em evidência que, “após anos de estabilidade, o vírus da gripe suína da América do Norte deu um salto evolutivo vertiginoso”.
Desde sua identificação durante a Grande Depressão, o vírus H1N1 da gripe suína só havia experimentado uma ligeira derivação de seu genoma original. Depois, em 1998, uma cepa muito patogênica começou a dizimar porcas em uma granja da Carolina do Norte, e começaram a surgir novas e mais virulentas versões ano após ano, incluída aí uma variante do H1N1 que continha os genes internos do H3N2 (causador da outra gripe de tipo A, contagiosa para seres humanos).
Os investigadores entrevistados pela Science se mostravam preocupados com a possibilidade de que um desses híbridos pudesse converter-se em um vírus de gripe humana – acredita-se que as pandemias de 1957 e de 1968 foram causadas por uma mescla de genes aviários e humanos, forjada no interior de organismos suínos – e alertaram para a criação de um sistema oficial de vigilância para a gripe suína, reprimenda à qual Washington fez ouvidos surdos, então mais disposta a atirar bilhões de dólares pelo sumidouro das fantasias bioterroristas.
O que provocou tal aceleração na avaliação da gripe suína? Há muito que os virólogos estão convencidos de que o sistema de agricultura intensiva da China meridional é o principal vetor da mutação gripal, tanto da “deriva” estacional como do episódico “intercâmbio” genômico. Mas a industrialização empresarial da produção pecuária quebrou o monopólio natural da China na evolução da gripe. O setor pecuário se viu transformado, nas últimas décadas, em algo mais parecido à indústria petroquímica do que à feliz granja familiar pintada pelos livros de escola.
Em 1965, por exemplo, havia nos EUA 53 milhões de porcos repartidos entre mais de um milhão de granjas; hoje, 65 milhões de porcos se concentram em 65.000 instalações. Isto significa passar das antiquadas pocilgas a ciclópicos infernos fecais nos quais, em meio ao esterco e sob um calor sufocante, prontos a intercambiar agentes patogênicos à velocidade do raio, amontoam-se dezenas de milhares de animais, com sistemas imunológicos debilitados.
No ano passado, uma comissão convocada pelo Pew Research Center publicou um informe sobre a “produção animal em granjas industriais”, onde se destacava o agudo perigo de que “a contínua circulação de vírus (…) característica das varas, dos rebanhos ovinos e do gado aumente as oportunidades de aparição de novos vírus por episódios de mutação ou de recombinação, que poderão gerar vírus mais eficientes na transmissão entre humanos”. A comissão alertou também que o promíscuo uso de antibióticos nas indústrias de suínos – mais barato que em ambientes humanos – estava propiciando o aumento de infecções estafilocóquicas resistentes, enquanto que os rejeitos geravam focos de escherichia coli e depfiesteria (o protozoário que matou a bilhões de peixes nos estuários da Carolina e contagiou dezenas de pescadores).
Qualquer melhora na ecologia deste novo agente patogênico deve ser enfrentada a partir do embate com o monstruoso poder dos grandes conglomerados empresariais avícolas e pecuários, como o Smithfield Farms (suíno e bovino) e o Tyson (frangos). A comissão falou de uma obstrução sistemática de suas investigações por parte das grandes empresas, incluídas algumas nada recatadas ameaças de suprimir o financiamento dos pesquisadores que cooperaram com a comissão.
Trata-se de uma indústria muito globalizada e com influências políticas. Assim como o gigante avícola Charoen Pokphand, radicado em Bancoc, foi capaz de arruinar as pesquisas sobre seu papel na propagação da gripe aviária no sudeste asiático, o mais provável é que a epidemiologia estrangeira do foco de gripe suína dê de cara com a pétrea muralha da indústria do porco.
Isso não quer dizer que não se vá encontrar nunca uma acusadora pistola fumegante pela frente: já correm rumores na imprensa mexicana de um epicentro da gripe situado em torno de uma gigantesca filial da Smithfield no estado de Veracruz. Mas o mais importante – sobretudo pela persistente ameaça do vírus H5N1 – é o bosque, não as árvores: a fracassada estratégia anti-pandêmica da OMS, a progressiva deterioração da saúde pública mundial, a mordaça aplicada pelas grandes multinacionais farmacêuticas a medicamentos vitais e a catástrofe planetária que é uma produção pecuária industrializada e ecologicamente descontrolada
(*) Artigo publicado no site “Sinpermisso”, em 28/04/09, pelo autor do livro “El monstro llama a nuestra puerta”, Edições El viejo Topo, Barcelona, 2006.
Tradução: Paulo Barbosa.
Mike Davis é membro do Conselho Editorial do siteSINPERMISO. Traduzidos recentemente para o espanhol: seu livro sobre a ameaça da gripe aviária (El monstruo llama a nuestra puerta, trad. María Julia Bertomeu, Ediciones El Viejo Topo, Barcelona, 2006), seu livro sobre as Ciudades muertas(trad. Dina Khorasane, Marta Malo de Molina, Tatiana de la O y Mónica Cifuentes Zaro, Editorial Traficantes de sueños, Madrid, 2007) e seu livro Los holocaustos de la era victoriana tardía (trad. Aitana Guia i Conca e Ivano Stocco, Ed. Universitat de València, Valencia, 2007). Seus libros mais recentes são: In Praise of Barbarians: Essays against Empire(Haymarket Books, 2008) e Buda’s Wagon: A Brief History of the Car Bomb (Verso, 2007; tradução castelhana de Jordi Mundo, editorial El Viejo Topo, Barcelona, 2009).
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quarta-feira, 22 de abril de 2009
Não Sou feliz mas tenho marido
Esse é o nome de uma peça com a Zezé Polessa, e também de um livro Argentino lançado a alguns anos no Brasil.
Parece que nós mulheres temos a obrigação de casar e ter um marido ,mesmo sendo infelizes.
Já falei sobre esse assunto antes ,mas estou voltando nesse assunto porque recentemente estreou o filme "O Divã" ,com a atriz Lilliam Cabral,que por sinal está maravilhosa nesse filme.
Conheço algumas mulheres que em pleno séc.XXl acreditam que viver um casamento ,mesmo que infeliz é melhor do que ser solteira ,livre e feliz.
Casamento é uma opção pra quem encontrou alguém que completa o outro ,não para satisfazer a sociedade.
A gente pode até casar e ter filhos ,mas não devemos com isso abdicar de nossa sexualidade e principalmente de nossa felicidade .
E se não a respeito,nem carinho e nem amor um pelo outro o melhor e ficar sozinha.
Segue abaixo alguns trechos da peça ,muito bom:
" - O homem é infiel por esporte, enquanto a mulher é infiel quando está mal atendida, maltratada ou insatisfeita. De todo modo, nós, mulheres, temos o mandado cultural e provavelmente biológico de cuidar da família - igual às fêmeas que cuidadas de suas crias no ninho -, então sacrificamos nossos impulsos pela família.
- Que inferno! Meu marido é capaz de sentar na frente da televisão sexta-feira e não levantar até domingo, gravando os jogos e vendo os replays. Fica em transe. Há pouco tempo eu lhe disse: "Esta senhora está aqui para comprar os rins dos nossos filhos, querido". Não mexeu nenhum músculo. Finalmente tomei a pressão dele. Tinha subido. Pelo gol, é claro. Posso surgir nua, de salto alto e com um cravo na boca e ele diz: "Aproveita pra guardar o carro". "Assim?". "Não, sem o cravo".
- Quando casamos, supomos - erradamente - que a mãe desses senhor deve tê-lo instruído cuidadosamente, deve tê-lo adestrado como corresponde na ordem, nos bons modos. Só que muitas mulheres não sabem que milésimos de segundo depois de ter pronunciado as palavras "Sim, quero", apagam-se da memória do noivo esses padrões de conduta aprendidos. Enquanto assume que tem esposa, PING!, apagou tudo.
- Se o meu marido realmente tivesse me amado, não teria se casado comigo."
Um grande abraço e sejam sempre felizes!!!
Parece que nós mulheres temos a obrigação de casar e ter um marido ,mesmo sendo infelizes.
Já falei sobre esse assunto antes ,mas estou voltando nesse assunto porque recentemente estreou o filme "O Divã" ,com a atriz Lilliam Cabral,que por sinal está maravilhosa nesse filme.
Conheço algumas mulheres que em pleno séc.XXl acreditam que viver um casamento ,mesmo que infeliz é melhor do que ser solteira ,livre e feliz.
Casamento é uma opção pra quem encontrou alguém que completa o outro ,não para satisfazer a sociedade.
A gente pode até casar e ter filhos ,mas não devemos com isso abdicar de nossa sexualidade e principalmente de nossa felicidade .
E se não a respeito,nem carinho e nem amor um pelo outro o melhor e ficar sozinha.
Segue abaixo alguns trechos da peça ,muito bom:
" - O homem é infiel por esporte, enquanto a mulher é infiel quando está mal atendida, maltratada ou insatisfeita. De todo modo, nós, mulheres, temos o mandado cultural e provavelmente biológico de cuidar da família - igual às fêmeas que cuidadas de suas crias no ninho -, então sacrificamos nossos impulsos pela família.
- Que inferno! Meu marido é capaz de sentar na frente da televisão sexta-feira e não levantar até domingo, gravando os jogos e vendo os replays. Fica em transe. Há pouco tempo eu lhe disse: "Esta senhora está aqui para comprar os rins dos nossos filhos, querido". Não mexeu nenhum músculo. Finalmente tomei a pressão dele. Tinha subido. Pelo gol, é claro. Posso surgir nua, de salto alto e com um cravo na boca e ele diz: "Aproveita pra guardar o carro". "Assim?". "Não, sem o cravo".
- Quando casamos, supomos - erradamente - que a mãe desses senhor deve tê-lo instruído cuidadosamente, deve tê-lo adestrado como corresponde na ordem, nos bons modos. Só que muitas mulheres não sabem que milésimos de segundo depois de ter pronunciado as palavras "Sim, quero", apagam-se da memória do noivo esses padrões de conduta aprendidos. Enquanto assume que tem esposa, PING!, apagou tudo.
- Se o meu marido realmente tivesse me amado, não teria se casado comigo."
Um grande abraço e sejam sempre felizes!!!
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